Schaffert, S. &
Hilzensauer, W. (2008). On the way towards Personal Learning Environments:
Seven crucial aspects.
eLearning Papers, N.º 9. July
2008. Disponível em http://www.elearningeuropa.info/files/media/media15971.pdf
Acedido a 7 de dezembro de 2012.
Neste artigo, os autores identificam sete
dimensões, associadas aos Personal
Learning Environments (PLEs), que acarretam mudanças significativas
relativamente à forma como entendemos, hoje, a aprendizagem, colocando novos
desafios.
1. o papel do aprendente, como
produtor e consumidor de conteúdos (os autores propõem o termo «prosumer»,
resultante de um amálgama entre os dois anteriores;
2. personalização, com apoio e os
dados fornecidos pelos membros da comunidade de aprendizagem em que o
estudantes e insere;
3. a aprendizagem dos conteúdos é
vista como algo constante e como um «bazaar», em que cada membro vai
disponibilizando uma série de recursos, de acordo com os interesses do sujeito
aprendente;
4. a importância do envolvimento;
5. a propriedade dos dados do
estudante, com o respeito pelos dados pessoais, as questões éticas e a necessidade de garantir a preservação dos dados e a sua cópia;
6. a aprendizagem auto-organizada/regulada
e o seu impacto nas instituições e nas organizações;
7. a dimensão tecnológica,
relacionada com a utilização das ferramentas e a agregação de várias fontes de
informação.
Para além de abordarem estas questões,
os autores esboçam uma possível definição do conceito de PLE, destacando a
importância do aprendente enquanto utilizador das ferramentas da web social. Na perspetiva de Schaffert
& Hilzensauer, os PLEs são um conceito ou uma visão ainda em fase de
estabilização.
O foco destes autores, ao exporem o seu articulado de ideias,
centra-se na evolução verificada entre dos LMS (Learning Management Systems) para os PLEs. Essa evolução surge
sintetizada num quadro onde se destacam os sete aspetos referidos atrás e os
desafios colocados pela sua utilização, em contextos de aprendizagem.
Do meu ponto de vista, uma das
mais-valias deste artigo é não considerar os PLEs como uma panaceia. De facto,
os autores têm a preocupação de apontar os pontos fracos e os pontos fortes dos
PLEs. Por exemplo, salientam o facto de haver diferentes formas de aprender: na
verdade, há sujeitos que preferem uma abordagem mais centrada no professor,
porque apresentam, ainda, menores níveis de autonomia. No entanto, na sociedade da informação e do conhecimento, é importante desenvolver as competência digitais e os PLEs podem constituir uma boa forma de recolher, processar e agregar a informação.
Em suma, o artigo apresenta-se
como um bom suporte teórico para a abordagem das questões relacionadas com os PLEs.
Da sua leitura, intui-se que a aprendizagem é um processo que necessita de
recursos e que assenta nos estímulos e nos desafios que os outros nos colocam, associando uma dimensão individual e coletiva. Um PLE ilustra bem as novas potencialidades da web 2.0, mas também da web 3.0, assente em critérios semânticos.
Olá Luis,
ResponderEliminarPenso que esta discussão entre LMS e PLE já data de alguns anos e, pessoalmente, vejo vantagens em ambos, consoante os contextos e as finalidades.
Haverá também alguma diferença entre os LMS. No caso do Moodle e, como opensource,é suficientemente fexível para incorporar outras ferramentas e as disciplinas também podem ficar abertas ao público, é tudo uma questão de configuração.
Continuo a ver vantagens na sua utilização se desejarmos circunscrever a grupos ou comunidades.
É claro que do ponto de vista pessoal, não escolheria o Moodle ou um LMS para meu PLE, prefito lidar com toda a multiplicidade e diversidade de ferramentas, embora também sinta alguma necessidade de estruturação virtual e de encontrar a ferramenta para o fazer. Mas essa é uma tentativa que persigo há algum tempo e ainda não alcançada com sucesso.
A próxima tarefa será mais um desafio para estruturar o meu PLE...
Olá, Ida!
ResponderEliminarObrigado pelo comentário. É uma dificuldade que eu também sinto: que ferramenta escolher para fazer face ao que anda «desmembrado» por tantos sítios. Em termos de prática letiva, tenho recorrido muito ao Wiki. Contudo, do ponto de vista gráfico, acaba por ser um pouco pobre. No fundo, todas as ferramentas terão as suas vantagens; o mais importante será vermos qual o objetivo fundamental que perseguimos. Abraço.
Ora viva, Luís e Ida
ResponderEliminar1. Assente em critérios semânticos podemos ter a web3.0 , com um PLE ?
2. Mas este PLE terá então de agregar dados de várias plataformas para se analisar através de sensores educacionais a síntese duma entrada que se muta em saída através dum ambiente integrado, gerador de novo entendimento fenomenológico.
3. O desafio do surgir da aprendizagem da interação social é de facto o caminho diferente, por trilhar ?
Até já,
Gaspar Amaral
(13DEZ12 | 22H03)
Olá, Gaspar!
ResponderEliminarPenso que, neste momento, já caminhamos em direção à plena implementação da web semântica. Os resultados das nossas pesquisas, nos motores de busca, são cada vez mais personalizados. Neste contexto e neste caminho para a «personalização», os PLE ilustram este novo paradigma, que se pode caracterizar com a sigla OWL, como já vi escrito. O que significa isto? A Web Ontology Language significa que as redes funcionam cada vez mais, como o sistema nervoso humano através de impulsos definidos pelos utilizadores. Caminha-se, assim, para uma web ontológica, cada vez mais inteligente, assente na constituição de redes semânticas.
Conhecida como Web 3.0, a precisão e a personalização serão cada vez mais uma realidade. Assim, este novo paradigma da web será capaz de proporcionar recomendações personalizadas para os sujeitos, de acordo com as suas características individuais, dentro de uma determinada comunidade, seja ela ou não de aprendizagem.
Penso que a grande evolução que se está a verificar tem precisamente a ver com a crescente personalização. Assim, e após um momento de expansão, em que o individual paracia estar «anulado», o caminho parece fazer-se, cada vez mais, no sentido de integrar o individual no coletivo. Como sempre se disse, ainda muito antes da web, «a união faz a força» e essa força coletiva será o resultado de muitas forças individuais.